Alergia a esmaltes






A alergia a esmaltes é uma dermatite de contato, uma reação exagerada do organismo a uma ou mais substâncias presentes na composição do produto. Assim como todo tipo de alergia, pode aparecer repentinamente, em qualquer fase da vida. Acredita-se que 10% da população tem alergia a esmaltes. Não tem cura, apenas controle (mais detalhes sobre alergias aqui).

A alergia a esmaltes se apresenta com vermelhidão, coceira e descamação nas regiões que tiverem contato com o produto: rosto, ao redor das unhas, pálpebras, pescoço e até orelhas. É possível ter apenas um destes sintomas ou todos ao mesmo tempo (o que é o meu caso). Muitas pessoas acreditam que a alergia a esmaltes afeta somente as unhas e seu entorno. Quando sentem olhos e rosto coçando e inchando, não imaginam o que está acontecendo e suspeitam de outras substâncias ou produtos.

Faltam informações sobre este tipo específico de alergia, geralmente só quem tem sabe algo a respeito. Até mesmo a maioria das manicures desconhece a condição e não sabe como proceder.
Em caso de suspeita devido a algum desses sintomas, o ideal é suspender o uso do esmalte e procurar consulta médica pra ter certeza. Infelizmente eu passei por dois médicos até ser diagnosticada corretamente por um dermatologista. Nunca fiz o teste alérgico, mas é aconselhável.

As reações alérgicas a esmaltes costumam aparecer por causa principalmente de alguns componentes:

♦ formaldeído, componente que dá aderência e faz o esmalte durar mais.
♦ tolueno, que é um solvente que melhora a aplicação e faz secar mais rápido.
♦ DBP (dibutilftalato), plastificante que aumenta a durabilidade do esmalte.
♦ mica, pigmento de alguns cintilantes e peroladas.


Para atender a tantas e tantas alérgicas que a cada dia surgem e querem continuar usando esmaltes, o mercado está investindo cada vez mais em fórmulas hipoalergênicas, 3 free, 4 free etc. Existem diferenças entre esses tipos e é sempre bom prestar atenção ao rótulo.


Hipoalergênicos:
A fórmula dos esmaltes hipoalérgicos é elaborada com a eliminação e substituição de várias substâncias químicas causadoras de alergia, em especial o tolueno, o formaldeído e o DBP. Isso não é garantia de que não haverá reação, mas diminui bastante essa possibilidade. É importante ficar de olho no rótulo, já vi esmalte hipoalergênico com DBP na fórmula.
Alguns exemplos de esmaltes hipoalergênicos:

ARGENTO (todos)
Vinho luxo brilhante
Infelizmente não são mais fabricados, sendo substituídos pelos Dote 3 Free.
Meus esmaltes da marca aqui.


ECLAT ALERGOSHOP (todos)

Meus esmaltes da marca aqui.


DERMA NAIL (todos)

Meus esmaltes da marca aqui.


IMPALA (linha hipoalergênica)
Verde água cremoso e suave.
Meus esmaltes da marca aqui.




3 Free:
São os esmalte formulados sem a presença do formaldeído, tolueno e DBP. A maioria dos esmaltes que eu tenho são com essa formulação e me dou muito bem com eles.
Alguns exemplos de esmaltes 3 Free:

HITS SPECIALLITÀ (todos mais recentes)

Meus esmaltes da marca aqui.


RISQUÉ (mais recentes)
Esmalte Risqué Tâmara
É bom prestar atenção ao rótulo, alguns esmaltes da linha clássicos e os antigos ainda não são 3 Free.
Meus esmaltes da marca aqui.


LAPOGÉE (linha 3 Free)
Metálico lindo e muito brilhante
Meus esmaltes da marca aqui.


MOHDA (linha free)
Azul com um quê de lilás
Meus esmaltes da marca aqui.


LUDURANA (todos)
Unhas para a copa com esmaltes Ludurana
Meus esmaltes da marca aqui.



4 Free e mais free:
Estes são formulados com a ausência do formaldeído, tolueno e DBP, de tipos de solventes, parabenos e algumas resinas. Varia conforme a marca e só a leitura do rótulo pode revelar se é ou não compatível com cada alérgica.
Alguns exemplos de esmaltes 4 (ou mais) Free:

GRANADO (todos)

Meus esmaltes da marca aqui.



Além de não usar esmaltes, bases e finalizadores comuns, nós alérgicas não devemos compartilhar utensílios de cutelaria (aliás, ninguém deve) com quem usa esmaltes comuns. Se possível, devemos evitar a retirada das cutículas das unhas que favorece o contato de substâncias sensibilizantes com camadas mais profundas da pele e evitar o uso de acetona que resseca e enfraquece as unhas. Faço minhas próprias unhas então consigo seguir à risca.

É possível conviver muito bem e confortavelmente com a alergia a esmaltes. Eu estou sempre atenta aos rótulos, formulações e até aos cheiros, que costumam denunciar a presença de substâncias sensibilizantes.




Descrevo nesta página o que eu aprendi e entendo por alergia e seus tipos. Não tenho formação na área, aqui está o fruto de minhas pesquisas na internet, informações de médicos que consultei e minhas experiências pessoais.





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